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  • 25/08/2009

    Uso de dois aparelhos auditivos ativa audição binaural

    A audição binaural – com o uso dos dois ouvidos - é essencial à habilidade de localizar a origem do som. O cérebro instintivamente realiza esta operação medindo as pequenas diferenças de duração e intensidade captadas pelos ouvidos. Mas, para quem possui algum grau de perda auditiva, o desequilíbrio da percepção dos sons pelos ouvidos pode causar certo desconforto e até mesmo desorientação.
    “Um indivíduo com audição normal consegue definir se um som vem da direita ou da esquerda, e também tem noção da distância da fonte sonora. Portanto, com a utilização de dois aparelhos auditivos corretamente ajustados, é possível obter uma amplificação bilateral equilibrada. Desta forma, o cérebro não se esforça demais ao se concentrar para identificar determinado som, mantendo ambos os ouvidos ativos”, explica Maria do Carmo Branco, fonoaudióloga do Grupo Microsom.
    Além disso, o aumento da percepção sonora promove uma melhora na qualidade de vida para o paciente, aprimora a capacidade de identificar sons específicos, mesmo em locais muito barulhentos, e permite um melhor relacionamento social.
    As vantagens da amplificação binaural têm sido mostradas em vários estudos. Alguns deles referem que em ambientes ruidosos, o uso das duas orelhas faz com que tenhamos uma habilidade maior de extrair a fala (som desejado) do ruído de fundo, que tanto nos atrapalha. Este fenômeno pode ficar prejudicado no caso de amplificação monoaural (apenas em uma orelha). Quando as duas orelhas estão aparelhadas, o som chega mais forte devido à somação binaural. Isto significa que alguns sons muito baixos e suaves podem não ser audíveis no caso de amplificação em uma orelha só, mas quando o aparelho é colocado nas duas orelhas, estes sons tornam-se audíveis.
    Segundo a especialista, seja por questões econômicas ou estéticas, é comum os pacientes usarem aparelho em um só ouvido, mesmo tendo deficiência em ambos, o que é considerado prejudicial para a audição. “Assim como as pessoas que possuem deficiência visual nos dois olhos usam óculos com graduação nas duas lentes, as pessoas com deficiência auditiva em ambos os ouvidos devem utilizar dois aparelhos e não apenas um. Mesmo assim, é preciso estar consciente de que não se alcançará uma audição normal, e sim, uma melhora considerável no grau de perda auditiva”, diz Maria do Carmo.

    Números relacionados à deficiência auditiva
    Segundo o Censo 2000 do IBGE, aproximadamente 24,6 milhões de pessoas, ou 14,5% da população total do Brasil, apresentaram algum tipo de incapacidade ou deficiência. Deste total, mais de 5 milhões apresentaram deficiência auditiva, sendo cerca de 3 milhões de homens e quase 2,8 milhões de mulheres. Entre todos os brasileiros com algum grau de deficiência auditiva, um pouco menos de 170 mil se declararam surdos.
    A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que 42 milhões de pessoas acima de 3 anos de idade são portadoras de algum tipo de deficiência auditiva, de grau moderado a profundo. Ainda segundo números da OMS (1994) e do Censo 2000, a deficiência auditiva no Brasil ocupa o terceiro lugar entre todas as deficiências do País, representando 16,7% do total da população que tem algum tipo de deficiência.
    A presbiacusia, perda auditiva devido à idade, é a principal causa de deficiência auditiva nos idosos, uma incidência de cerca de 30% na população com mais de 65 anos de idade.

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